Vermifugação:
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A mãe pode transmitir vermes aos filhotes, tanto pela placenta
como pelo aleitamento. Vermifugar a fêmea antes do acasalamento
é uma medida preventiva para que os filhotes nasçam livres
de vermes. Todos os filhotes devem ser vermifugados no seguinte esquema:
- 30 dias de idade: 1a. dose de vermífugo
- 45 dias de idade: 2a. dose de vermífugo
- 60 dias de idade: 3a. dose de vermífugo
Recomenda-se exame de fezes logo que o animal chega para a pesquisa
de protozoários. O veterinário irá prescrever o
vermífugo para o seu cão. Animais adultos devem ser vermifugados
com frequência, principalmente antes das vacinas anuais. Existem
áreas em que é comum o "verme do coração"
(dirofilariose). Informe-se com o seu veterinário para iniciar
um tratamento de prevenção da dirofilariose.
Vermes intestinais em cães e gatos
Uma das coisas mais rotineiras na clínica de cães e gatos
são os vermes intestinais. Há vários tipos de vermes,
mas os que mais comumente ocorrem são os áscaris, ancilostomas
e tênias.
Aqui vamos descrever os principais representantes do dia-a-dia e mostrar
como esses bichinhos não são virtuais e nem deixam seu
animalzinho livre de vários males, podendo levar até à
morte. Muitas doenças sistêmicas (a vírus ou bactérias)
ou dermatológicas têm insucesso no tratamento devido ao
animal estar cheio de vermes.
Áscaris:
são encontrados em cães e gatos, principalmente nos filhotes.
Das três espécies - Toxocara canis, Toxascaris leonina
e Toxocara cati - a mais importante é o T. canis, pois, além
de suas larvas migrarem no homem, podem levar a infecções
fatais em filhotes de cães. O T. Leonina ocorre mais em cães
adultos e menos em gatos.
De um modo geral, os áscaris são hóspedes habituais
do intestino delgado. Periodicamente expulsam ovos pelas fezes. Quando
um exame de fezes em seu animal der negativo, não quer dizer
que ele esteja livre dos parasitas, pois, talvez um dia antes, ele já
tenha eliminado os ovos. O ideal é repetir o exame.
Os ovos são ingeridos por um hospedeiro como o cão. A
larva se libera no intestino e cai na corrente sangüínea.
Em sua migração chega aos brônquios, passa pela
traquéia, é expulsa e deglutida de novo, indo novamente
para o intestino onde atinge sua maturidade. Em fêmeas grávidas,
as larvas são mobilizadas, migram para o feto em desenvolvimento
e, eventualmente, alcançam o intestino dentro de uma semana após
o nascimento.
No homem, as larvas, principalmente a T. canis, são associadas
a lesões no fígado, rins, pulmões, cérebro
e olhos. No seu animalzinho, os principais sintomas, de acordo com a
quantidade de vermes, são pêlos eriçados, emagrecimento
e falha no crescimento dos filhotes. Freqüentemente são
barrigudos. Os vermes saem nas fezes ou através do vômito.
Podem ocorrer lesões pulmonares levando a uma pneumonia. Os animais
se cansam com facilidade, ficam anêmicos. As fezes podem ter muco
e são pastosas. Podem ocorrer também sintomas nervosos
como ataques convulsivos, acessos de fúria, movimentos circulares
contínuos. Geralmente o animal mantém o apetite.
Ancilostomas: Os mais comuns são Ancylostoma caninum em cães
e Ancylostoma tubaeforme em gatos, que podem ser adquiridos pela ingestão
de água ou alimentos contaminados e pela penetração
das larvas através da pele. Filhotes podem pegar A. caninum através
do leite da cadela.
Os ovos de ancilostoma podem ser encontrados nas fezes do hospedeiro
cerca de 15 a 18 dias após a infestação oral inicial.
Os vermes adultos alimentam-se da mucosa intestinal. Essa "raspagem"
resulta em numerosas hemorragias da mucosa do intestino. O A. caninum
e o A.tubaeforme são os mais patogênicos para o cão
e o gato, respectivamente. Os animais perdem sangue continuamente. Os
principais sintomas são emagrecimento, anemia grave, fraqueza,
fezes escuras e fluidas (diarréia).
Cestóides: o que comumente infesta cães e gatos é
o Dipylidium caninum. Tais animais adquirem a infecção
ingerindo pulgas. Cestódeos em cães e gatos também
podem infectar o homem, por isso sua importância em saúde
pública. Você pode ver esses vermes na forma de proglotes
grávidas (cheias de ovos), quando se destacam dos cestóides
e saem nas fezes. As proglotes se movem lentamente nas fezes ou no períneo
(região em redor do ânus) do cão ou gato e os proprietários
acham que se parece com um grão de arroz.
Os sinais clínicos em altas infestações podem variar
de debilidade, mal estar, irritabilidade, apetite inconstante, pêlos
ásperos, cólicas, diarréia suave e ataques epilépticos.
O diagnóstico de todas essas espécies de vermes é
feito através do exame de fezes ou visualização
e reconhecimento dos mesmos.
O tratamento é feito através de vermífugos que
existem no mercado e que são determinados pelo veterinário
que irá escolher o melhor para cada caso. As seqüelas advindas
da verminose também devem ser tratadas pelo veterinário.
A vermifugação não deve ser feita somente quando
o animal estiver infectado. Deve ser instituída uma rotina preventiva
para animais com os mesmos vermífugos que são utilizados
no tratamento. Para canis e gatis isso deve ser uma prioridade.
Maria
Inês Ferreira
médica veterinária (CRMV SP - 6586)
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Dirofilariose
("verme do coração")
A dirofilariose é uma doença causada por um verme que
se desenvolve dentro do coração dos cães, e que
pode atingir até 35 cm de comprimento. Esse parasita é
chamado dirofilária, daí o nome da doença.
Por habitar o coração e grandes vasos sanguíneos,
a dirofilária causa obstrução à passagem
do sangue. Para compensar o problema, o coração terá
que trabalhar mais e com mais força. Com o decorrer do tempo,
haverá enfraquecimento do músculo cardíaco que
irá dilatar-se. Em consequência disso, sinais de doença
cardíaca como perda de peso, cansaço, tosse, dificuldade
de respirar, falta de ânimo e abdômen grande, estarão
presentes numa fase mais adiantada da doença.
O cão pode adquirir a dirofilária se for picado por um
mosquito infectado. E o mosquito, por sua vez, infecta-se ao picar um
cão que já tenha a doença. As formas infectantes
do verme que o mosquito transporta e transmite ao cão podem levar
até 6 meses para se desenvolverem em larvas adultas. O cão
pode conviver com o verme durante anos sem apresentar qualquer sinal.
Porém, quando esses sintomas aparecem, a doença já
está avançada.
Existe tratamento para a dirofilariose, mas o ideal é que se
diagnostique a doença antes dos sinais clínicos aparecerem.
Para isso, existem exames específicos que detectam a presença
de larvas jovens da dirofilária (microfilárias) na corrente
sanguínea. Se existem larvas jovens, isso indica a presença
do verme adulto e aí o tratamento é iniciado. Porém,
mesmo eliminando o verme, os danos que ele causou ao coração
podem ser irreversíveis.
A melhor maneira de se evitar a dirofilariose é fazer um esquema
preventivo de tratamento. Para isso, dispomos de drogas que matam as
pequenas larvas que são passadas para o cão através
da picada do mosquito, impedindo que a doença se desenvolva.
Como a dirofilariose está presente em áreas litorâneas,
animais que habitam ou freqüentam o litoral devem receber o tratamento
preventivo desde filhotes. O medicamento é dado mensalmente,
por via oral. Como outras áreas também podem apresentar
a doença, o proprietário deve se informar com seu veterinário
sobre a necessidade ou não de se fazer a prevenção
contra a dirofilariose. Para a dirofilariose, a prevenção
é o melhor remédio.
Silvia
C. Parisi
médica veterinária - (CRMV SP 5532)
silvia.parisi@vidadecao.com.br
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